sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Fazenda Garibaldina diversifica produção de uvas

Foto: Gilson Pereira/divulgação
Da assessoria de imprensa


Sede da Vinícola Lagoa Grande, a fazenda iniciou há três anos experiência com as novas variedades Cora e Isabel, mais adocicadas, próprias para a produção de suco natural de uva e vinho popular, pioneiros na região produtora


A Fazenda Garibaldina, localizada em Lagoa Grande (Sertão do São Francisco) a cerca de 60 Km de Juazeiro e uma das principais produtoras de uvas de mesa e de fabricação de vinhos finos do Pólo Vitivinícola do Vale do São Francisco, chega no final de 2007 colhendo bons frutos. Após três anos de experiência, a fazenda passa a produzir as novas variedades Cora e Isabel, especificas para a fabricação de sucos de uva e vinho popular, de gosto mais adocicado.

A área total da Garibaldina, sede da Vinícola Lagoa Grande, é de 360 hectares, com 180 destinados à produção de uvas, deste cerca de 40 hectares serão destinados só ao plantio de uvas viníferas (próprias para a fabricação de vinhos e derivados da fruta). Por conta das novas variedades, a vinícola instalada na fazenda, colocou no mercado desde outubro o Cantina do Sertão, primeiro vinho popular da região considerada a segunda maior produtora de vinhos finos do país com cerca de 1,5 milhão de litros/ano.

O Cantina do Sertão foi apresentado durante a quinta edição da Vinhuva Fest (Festa do Vinho e da Uva do Nordeste), que acontece desde 1999 a cada dois anos em Lagoa Grande. Em julho durante a Fenagri (Feira Nacional da Agricultura Irrigada) em Juazeiro, foi lançado o Sol do Sertão, primeiro suco natural de uva produzido no pólo vitivinicultor do vale do São Francisco que engloba ainda as cidades de Santa Maria da Boa Vista e Casa Nova.

Os dois novos produtos fazem parte da diversificação da produção da marca Garziera, que produz desde 2003 no parque industrial montado na Fazenda Garibaldina os vinhos finos e espumantes Garziera, além da linha Carrancas do São Francisco com produção média anual de 1,5 milhão de litros . A Vinícola Lagoa é uma das oito produtoras de vinhos finos do Pólo Vitivinícola do Vale.

Viabilidade - "Hoje temos 4 hectares de uvas Cora e Isabel plantados na Garibaldina, que também é pioneira no enoturismo na região, Rota Turística do Vinho e da Uva do Vale do São Francisco. A nossa intenção é ampliar a produção das novas variedades para cerca de 40 hectares até o final de 2008", revelou o produtor, Jorge Garziera.

O empresário e produtora explica que cada hectare plantado de uvas para suco ou vinho popular custa em torno de R$ 50 mil, o mesmo valor aplicado para produzir uva sem sementes, mas que pode render até R$ 120 mil de faturamento, praticamente o dobro do que se tira produzindo Cora e Isabel. "Entretanto, o investimento nas novas variedades está agregado a um projeto maior, de implantação do complexo enoturístico e gastronômico da Fazenda Garibaldina, o que o torna viável", justifica.

Jorge ressalta que o projeto não é específico sobre suco e vinho popular, é mais amplo e busca dentro do enoturismo e da enogastronomia atender os visitantes da Garibaldina e produzir para um mercado mais próximo. "Isso diminui custos com fretes. Todo o projeto está orçado em torno de R$ 1 milhão e deve ficar pronto no final do próximo ano", finalizou Garziera.

A Garibaldina recebe uma média de 2.500 visitas por mês. A meta com a diversificação dos negócios centralizados na fazenda, é dobrar esse número após concluir todo o complexo turístico e de gastronomia do vale, que contará entre outros atrativos, com restaurante e chalés para hospedar os turistas.

Legenda: Garibaldina recebe mais de 2 mil turistas por mês

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