quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Garziera diversifica produção e fecha ano com balanço positivo


Da Assessoria de Imprensa


A produção de suco natural de uva e de uma linha de vinho popular, foram as apostas de 2007 na diversificação da produção da Vinícola Lagoa Grande, localizada no município do mesmo nome e que fica há 720 Km do Recife, no Pólo Vitivinícola do Vale do São Francisco. As novidades passaram a integrar o mix de produtos da empresa, produtora da marca Garziera (espumantes e vinhos finos e linha Carrancas do São Francisco). A indústria contabiliza este ano uma produção de cerca de 1 milhão de litros de vinhos e 24 mil garrafas de espumantes.

"Não foi um dos melhores anos da nossa empresa, mas está dentro do esperado. Para 2008 a nossa meta é praticamente dobrar a produção", afirmou o diretor-presidente da Vinícola Lagoa Grande, Jorge Garziera. Ele conta que graças o início do plantio de uvas Cora e Isabel, que têm origem americana, mas que depois de três anos de experiência em fase de adaptação através de pesquisas da Embrapa, passou a produzir na região, foi possível lançar o suco Sol do Sertão e o vinho popular Cantina do Sertão em 2007.

"O suco é feito de forma totalmente artesanal, com a variedade Isabel. A produção inicial do Sol do Sertão é de 12 mil litros (ou 1 mil caixas/mês) com a garrafa de 500 ml custando R$ 4,00. O produtor explica que o preço da garrafa é um pouco acima das marcas já existentes no mercado, mas explica que essa diferença está na produção.

"Só utilizamos a uva no processo de fabricação do suco, o que permite a completa extração da cor e do aroma da fruta, conservando na sua forma natural todos os componentes da fruta. Além disso é um produto sem açúcar. O sabor adocicado é exclusivo da uva", justificou Garziera.

Já o Cantina do Sertão, primeiro vinho popular do pólo vitivinicultor de Pernambuco, vem com a intenção de popularizar o consumo de vinhos produzidos no Estado, tornando a bebida presença cada vez mais comum na mesa dos nordestinos, principalmente de quem mora na região sanfranciscana que produz quase 30 milhões de litros de vinhos por ano.

"Iniciamos todo o investimento a partir de 1999 quando criamos a Vinhuva Fest e atraímos para cá oito vinícolas que operam hoje nas fazendas do pólo, mas ainda precisamos tornar tradição o consumo de vinho. Essa é a proposta do Cantina do Sertão", explicou Jorge Garziera que foi prefeito de Lagoa Grande e iniciou todo o processo de implantação da segunda região produtora de vinhos do Brasil.

O produtor reforça que diferente de outras experiências já no mercado, o Cantina do Sertão não utiliza misturas. "É um vinho de qualidade, feito só da uva e a preço popular". A produção inicial é de 60 mil litros e a garrafa custa R$ 5,00. Todo o trabalho para a popularização do consumo do vinho visa também a consolidação do pólo enoturístico do vale do São Francisco.

"Até o final do próximo ano concluiremos a implantação de um complexo enoturístico e gastronômico na Fazenda Garibaldina, seda da vinícola e que é pioneira em atrair visitantes para conhecer todo o potencial vitivinicultor desta região localizada em pelo Sertão pernambucano", conta o diretor.

Os investimentos neste projeto devem girar em torno de R$ 1 milhão. Hoje, 2,5 mil turistas visitam por mês a fazenda produtora e a intenção é dobrar esse número e mantê-los pelo menos cinco dias no pólo com a estrutura que será montada. "Vamos oferecer conforto, um curso intensivo sobre vinhos, teórico e prático e muitos atrativos, o que não falta no vale do São Francisco", concluiu o empresário Jorge Garziera.

Foto: Gilson Pereira
Legenda: Variedade isabel, que começou a ser produzida pela vinícola ano passado



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