sexta-feira, 25 de abril de 2008

Univasf promove Curso de Emergências Médicas


Klene Barreto, da Assessoria de Comunicação

Simulação de acidentes vai mobilizar mais de 200 voluntários e 44 aprendizes e será realizado na Univasf, Aeroporto Senador Nilo Coelho, Sesi e quartel do 72 BI

Uma grande operação com simulações de acidentes de trânsito, afogamento e grandes catástrofes vai acontecer em Petrolina. A ação integra o conteúdo prático do Curso de Emergências Médicas (CEM), promovido pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), através da Liga Acadêmica do Trauma, Urgência e Emergência (Latue). As atividades serão realizadas de 1º a 4 de maio com o apoio da Infraero, Serviço Social da Indústria (Sesi), Corpo de Bombeiros, 72º Batalhão de Infantaria e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Para garantir o realismo das ocorrências, os organizadores do CEM montaram uma superestrutura envolvendo mais de 200 voluntários entre estudantes, professores, profissionais da área de saúde e militares que darão todo o suporte humano e logístico para a realização dos trabalhos. O curso visa à capacitação de estudantes de Medicina da Univasf e é voltado ao atendimento a politraumatizados. Os procedimentos terão como base as normas do ATLS (sigla em inglês de Suporte Avançado de Vida no Trauma) que tem como finalidade a padronização e sistematização do atendimento de emergência.


Além do conteúdo prático, os 44 aprendizes (40 estudantes da Univasf e quatro médicos de instituições parceiras) terão aulas teóricas sobre o assunto. A carga horária total do curso é de 45 horas. De acordo com um dos coordenadores do CEM, o médico e professor da Univasf, Bruno Freitas, as práticas vão envolver 28 tipos de abordagens, incluindo diagnóstico e conduta, previstos nas simulações de afogamento, queimaduras, envenenamento, emergências com crianças, gestantes e idosos, acidentes automobilísticos e até desastres aéreos.


Como em uma operação de guerra, onde o elemento surpresa é fundamental para a concretização dos objetivos da tropa, o professor Bruno Freitas e demais coordenadores do CEM, (professores Paulo Saad, Paulo César Fagundes, José Carlos de Moura, Seldon Melo, Marcelo Faria, Karen Ruggeri, Andréia Freitas) também não revelam aos aprendizes os detalhes da operação. O sigilo, justifica professor Bruno Freitas, “é necessário”. Ele fundamenta: “Um acidente geralmente acontece nos locais mais inóspitos, nas horas mais adversas e em circunstancias desfavoráveis”, sentencia.


A dinâmica inclui intervenções em bonecos apropriados, nos casos de procedimentos invasivos, além de intervenções clínicas em voluntários que simularão sintomas relativos aos supostos acidentes sofridos. Tudo parece ter sido planejado com precisão cirúrgica e a afinação de uma orquestra, onde o tempo é cronometrado a cada segundo e os membros do grupo sabem exatamente a responsabilidade que têm nas mãos e a importante função que terão a cumprir.


Aos professores orientadores caberá a preparação e a avaliação dos alunos; aos voluntários que se farão passar pelas vítimas competirá simular com veracidade os sintomas dos respectivos traumas. Quanto aos alunos, estes deverão fazer de conta que tudo que vai acontecer é de verdade e proceder como se estivessem em uma situação de emergência na vida real.

Os organizadores do CEM pensaram em tudo. Da maquiagem das ‘vítimas’ às situações de estresse. Tintas especiais simularão sangue, escoriações e hematomas, ambulâncias serão enviadas pelo Samu e sucatas de veículos foram adquiridas especialmente para a simulação de remoção de acidentados.

De acordo com a programação as aulas teóricas serão ministradas das 7h às 7h15, no campus da Univasf em Petrolina. Ainda pela manhã e à tarde serão realizadas as atividades práticas concentradas em outras dependências da Univasf como estacionamento, corredores e laboratórios e também no Aeroporto Senador Nilo Coelho, Sesi e quartel do 72 BI.


Legenda: Aeroporto Nilo Coelho também receberá participantes do curso

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