
Da Assessoria de Imprensa
Como podemos caracterizar a identidade do vinho brasileiro? Quais os desafios por vencer? Estas questões serão o foco principal do Fórum Internacional de Viticultura e Enologia (Feavin), que acontece nesta sexta-feira (11) no Parque de Eventos de Bento Gonçalves/RS, entre 8h e 17h30. Com o tema “Vinho Brasileiro: Identidade e Desafios”, o Fórum integra a programação da Semana Internacional Brasil Alimenta e deverá reunir cerca de 600 pessoas.
O produtor de vinhos do Pólo Vitivinícola do Vale do São Francisco, Jorge Garziera, será palestrante do tema ‘Identidade do Vinho do Nordeste e do Vale do São Francisco na visão de quem produz’. Ele diz que pretende colocar o dedo na ferida, provocando uma posição da indústria vinícola nacional em dá mais atenção para a produção de vinhos populares, num incentivo ao consumo da bebida pelo grande público.
“A indústria de vinhos no país trata com descaso o mercado consumidor popular de vinhos, ou seja, a democratização do acesso da população à vinhos baratos, mas de boa qualidade. Todo o discurso nacional só se dirige à elitização do consumo de vinhos finos”, assinalou o produtor que comanda a Vinícola Lagoa Grande, localizada na cidade do mesmo nome, no Sertão do São Francisco, a 720 Km do Recife.
A industria de Garziera tem procurado focar a ampliação do consumo de vinhos na região, investindo além das marcas finas Garziera e Carrancas do São Francisco, na produção do Cantina do Sertão, que é destinado á popularização de bebida entre e seu consumo entre as classes mais simples. O preço sai menos de R$ 5,00 a garrafa.
“Se a indústria do vinho do Nordeste não se voltar em produzir bons vinhos, mas com preços e gosto mais apreciados pela população desacostumada com a bebida, continuaremos vendo sobrando rótulos de qualidade duvidosa nas gôndolas dos supermercados, que ao invés de alcançar e seduzir o consumidor, acabam por afastá-lo ou por tornar o consumo de vinho apenas sazonal, como em épocas da Semana Santa ou de festas como o São João”, atestou Garziera.
O proprietário da Vinícola Lagoa Grande comentou ainda que todo esse descaso por ser furto da negligência de todos os atores envolvidos no processo: fiscalização, indústria, associações de produtores, entre outros. No painel em que Jorge Garziera fala como convidado dos organizadores do Feavin, haverá ainda relato de produtores de Santa Catarina, Serra Gaúcha, Serra do Sudeste e Vinhos de Campanha.
O Feavin tem a coordenação conjunta da Embrapa Uva e Vinho, Associação Brasileira de Enologia (ABE) e Universidade de Caxias do Sul. O Fórum acontece junto com a Vinotech, feira que estará apresentando a tecnologia de produtos e serviços disponíveis ao setor. A edição 2008 do Feavin conta com o patrocínio da Guala Closures Group.
Como podemos caracterizar a identidade do vinho brasileiro? Quais os desafios por vencer? Estas questões serão o foco principal do Fórum Internacional de Viticultura e Enologia (Feavin), que acontece nesta sexta-feira (11) no Parque de Eventos de Bento Gonçalves/RS, entre 8h e 17h30. Com o tema “Vinho Brasileiro: Identidade e Desafios”, o Fórum integra a programação da Semana Internacional Brasil Alimenta e deverá reunir cerca de 600 pessoas.
O produtor de vinhos do Pólo Vitivinícola do Vale do São Francisco, Jorge Garziera, será palestrante do tema ‘Identidade do Vinho do Nordeste e do Vale do São Francisco na visão de quem produz’. Ele diz que pretende colocar o dedo na ferida, provocando uma posição da indústria vinícola nacional em dá mais atenção para a produção de vinhos populares, num incentivo ao consumo da bebida pelo grande público.
“A indústria de vinhos no país trata com descaso o mercado consumidor popular de vinhos, ou seja, a democratização do acesso da população à vinhos baratos, mas de boa qualidade. Todo o discurso nacional só se dirige à elitização do consumo de vinhos finos”, assinalou o produtor que comanda a Vinícola Lagoa Grande, localizada na cidade do mesmo nome, no Sertão do São Francisco, a 720 Km do Recife.
A industria de Garziera tem procurado focar a ampliação do consumo de vinhos na região, investindo além das marcas finas Garziera e Carrancas do São Francisco, na produção do Cantina do Sertão, que é destinado á popularização de bebida entre e seu consumo entre as classes mais simples. O preço sai menos de R$ 5,00 a garrafa.
“Se a indústria do vinho do Nordeste não se voltar em produzir bons vinhos, mas com preços e gosto mais apreciados pela população desacostumada com a bebida, continuaremos vendo sobrando rótulos de qualidade duvidosa nas gôndolas dos supermercados, que ao invés de alcançar e seduzir o consumidor, acabam por afastá-lo ou por tornar o consumo de vinho apenas sazonal, como em épocas da Semana Santa ou de festas como o São João”, atestou Garziera.
O proprietário da Vinícola Lagoa Grande comentou ainda que todo esse descaso por ser furto da negligência de todos os atores envolvidos no processo: fiscalização, indústria, associações de produtores, entre outros. No painel em que Jorge Garziera fala como convidado dos organizadores do Feavin, haverá ainda relato de produtores de Santa Catarina, Serra Gaúcha, Serra do Sudeste e Vinhos de Campanha.
O Feavin tem a coordenação conjunta da Embrapa Uva e Vinho, Associação Brasileira de Enologia (ABE) e Universidade de Caxias do Sul. O Fórum acontece junto com a Vinotech, feira que estará apresentando a tecnologia de produtos e serviços disponíveis ao setor. A edição 2008 do Feavin conta com o patrocínio da Guala Closures Group.
Legenda: Produção vitivinícola do vale em debate em Bento Gonçalves
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