quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Canal do Sertão em debate no Agrinordeste


Uma nova fronteira agrícola no Estado estará consolidada com o início das atividades do Canal do Sertão Pernambucano. O assunto está entre os principais temas do Agrinordeste 2007, seminário considerado um dos eventos mais importantes do agronegócio na região, que acontece no Centro de Convenções de Pernambuco, até esta sexta-feira (31). O projeto foi apresentado na manhã desta quinta-feira (30), pelo presidente do Sindaçúcar, Renato Cunha.

O Canal do Sertão é um canal de irrigação com 530 Km abrangendo municípios pernambucanos e baianos localizados na região semi-árida nordestina que será construído visando a produção de biocombustíveis como o etanol a partir da cana-de-açúcar e bionergia, viabilizada através de culturas oleaginosas como o pinhão manso. Á área prevista para a produção da cana é de 150 mil hectares.

O canal sairá de Casa Nova – (BA) e passará por cidades como Afrânio, Dormentes, Santa Cruz da Venerada, Santa Filomena, Trindade, Ipubi, Ouricuri, Cedro e Moreilândia, todas localizados no Sertão do Estado. O presidente do Sindaçúcar (Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco), Renato Cunha, é quem irá abordar o assunto. A palestra teve como tema: Canal do Sertão – canal da agroenergia de Pernambuco.

“O Canal do Sertão vai abrir uma nova perspectiva agrícola para o Estado, onde através da irrigação estaremos produzindo cerca de 10 milhões de toneladas de cana-de-açúcar ano destinados ao biocombustível, além da produção de bionergia a partir do pinhão manso, que está em estudo na Embrapa. A previsão é de serem gerados na região beneficiada 50 mil empregos entre diretos indiretos”, revelou Cunha.

Segundo o presidente do Sindaçúcar, a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Paraíba) já concluiu o projeto executivo da obra. Ele frisa que a empresa estatal é a responsável pelo estudo de engenharia do canal. “O Sindaçúcar, através das usinas associadas, ficará responsável pela produção da cana. A Itochu Corporation, holding japonesa, será a compradora dos biocombustíveis, num convênio firmado com o Governo do Estado e a Petrobras e quem vai viabilizar a exportação do produto”, explicou Renato Cunha.

O dirigente do Sindaçúcar ressaltou que o Canal do Sertão será construído em módulos, cada um com 100 Km de extensão. A Itochu e a Petrobras estão investindo R$ 20 milhões para a realização dos estudos necessários ao projeto executivo da obra, orçado em R$ 56 milhões. A Codevasf, com R$ 16 milhões, e o Governo Federal - que já garantiu no PAC outros R$ 20 milhões - são os outros parceiros do projeto.

Legenda: Renato Cunha foi recebido pelo presidente da Faepe, Pio Guerra/Maker Tom Rafael/Divulgação

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