
Cinara Marques, especial para o blog Do Sertão ao Litoral
-Novo tinto fino da pernambucana Viníciola Vale do São Francisco é lançado em edição limitada como atração dos 25 anos da indústria pioneira em elaborar vinhos finos na região-
Sucesso. É o que se pode dizer do lançamento do novo rótulo da pernambucana Vinícola Vale do São Francisco, localizada em Santa Maria da Boa Vista, distante 680 Km do Recife. O 1501 é uma homenagem ao rio São Francisco. O nome lembra a data de descobrimento do Velho Chico, como o rio costuma ser chamado pelos ribeirinhos.
“O 1501 é um vinho jovem, com uma cor mais acastanhada, tenacidade maior para harmonizar melhor com os alimentos. Ele sugere outros aromas como de chocolate, compotas, etc.”, disse o diretor comercial da vinícola, Ricardo Almeida, durante a apresentação do 1501 para jornalistas no restaurante Villa, localizado no bairro do Espinheiro, zona norte do Recife.
Ricardo explica que o objetivo da vinícola é sempre oferecer vinhos de qualidade para um público consumidor exigente e diferenciado, por isso se pensou no projeto do 1501, um rótulo de vinho fino de edição limitada, produzido com uvas selecionadas da safra de 2006, que chega ao mercado na forma de um Cabernet Sauvignon.
Serão apenas 12 mil garrafas provenientes de 18 mil litros deste lançamento, que estará disponível, unicamente, em restaurantes, lojas de conveniências e delicatessens. O público apreciador de vinhos finos do Recife é quem conhecerá primeiro a nova linha, mas a empresa lançará o 1501 em Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo. A marca chega nas mesas pelo valor de R$ 45,00 a R$ 50,00 nos restaurantes e R$ 40,00 nas delicatessens.
"O nosso 1501 será a comprovação da força da nossa vitivinicultura e da adequação do nosso setor no Brasil no mercado do Novo Mundo do Vinho", diz o diretor comercial Ricardo Almeida.
Mais recente vinho da tradicional Vinícola Vale do São Francisco, detentora da marca Botticelli, o 1501 foi desenvolvido na própria vinícola, que contou com o expertise do seu enólogo chefe, o gaúcho Ineldo Tedesco, aliado a dois assistentes e a um consultor vindo de Portugal.
Mais recente vinho da tradicional Vinícola Vale do São Francisco, detentora da marca Botticelli, o 1501 foi desenvolvido na própria vinícola, que contou com o expertise do seu enólogo chefe, o gaúcho Ineldo Tedesco, aliado a dois assistentes e a um consultor vindo de Portugal.
O 1501 é a evolução na qualidade dos vinhos que a vinícola elabora. A Vale do São Francisco é pioneira na produção de vinhos no vale do São Francisco, com o primeiro rótulo Botticelli, eleito em 1989 o melhor tinto do país. Outros lançamentos da indústria estão programados para os próximos meses. No final do ano, o público ganhará o Bruit Rosê, espumante da marca e no primeiro trimestre de 2009 virão o rótulo Equilibrium e o Assemblage Botticelli.
Apesar de enfrentar a concorrência desleal dos importados, a Botticelli, marca pioneira da Vinícola Vale do São Francisco, ainda continua líder, devido ao seu bom posicionamento no Nordeste, o que não acontece com os vinhos do Sul que enfrentam mais dificuldades devido a invasão dos importados no país.
“Se não fosse o posicionamento da marca no Nordeste, estávamos em dificuldade. Tempos exportado nosso produtora para Angola, Dinamarca e iniciando o envio para a China”, comentou Almeida.
Vale produz os melhores vinhos do mundo
Pioneiro em produção de vinhos no Vale, o empresário José Gualberto Almeida, diretor geral da Vinicola Vale do São Francisco e presidente da Valexport e do Instituto do Vinho do Vale, lembra que a região já é a segunda produtora do pais e tem potencial pra ser primeira em cinco, dez ou vinte anos.
“O Vale do São Francisco é uma região ímpar no mundo. É tropical e semi-árida ao mesmo tempo e isso proporciona uma ótima terra para plantar. A baixa umidade permite a produção de alimentos saudáveis, mas tudo com base cientifica, muita pesquisa e investimentos públicos, um processo iniciado no começo da década de 70”, conta.
Todo o potencial do vale para a agricultura irrigada e mais recentemente na elaboração de vinhos finos teve como ponta pé a criação da Companhia do Vale do São Francisco em 1946 com a redemocratização na Era Vargas. Gualberto também cita a Sudene e depois a Embrapa, como responsáveis pela transformação da região num oásis de desenvolvimento.
“Estou há 36 anos, iniciei na Fazenda Milano, parceria com um grupo industrial de São Paulo para a produção de uva de mesa. As primeiras experiências foram em 1973 e já em 1974, as uvas do vale do São Francisco ganharam essa denominação. Mais tarde veio a manga, com a variedade thomy americana. Há oito anos iniciou a produção de uva sem semente, hoje as melhores do mundo e o vinho, com sete vinícolas produzindo atualmente”, disse Gualberto Almeida.
A produção de vinho começou em 1984, com o pioneirismo do italiano Franco Persico, que queria lançar vinho tipo californiano no Brasil, já que na região Sul não houve progresso. “O clima permite que o vale elabore vinhos o ano todo. No primeiro semestre têm mais acidez, no segundo são mais aromáticos. O que o vale faz o francês luta há anos, mas no São Francisco isso é possível sempre e continuamente, respeitando a cabeça e a memória do consumidor”, conclui o diretor da Vinícola Vale do São Francisco.
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